quinta-feira, 20 de setembro de 2007

PARABÉNS PARA VOCÊ MINHA FILHA!

Não sei bem o que te escrever...acho que te entendo melhor no olhar. Desculpe pela distância, porém você sabe o que sinto! Tenha certeza que te amo, minha filha, com todo o meu ser e que tudo o que tenho feito é para que você e seus irmãos possam viver em um mundo melhor! Estou lhe enviando a camisa da ANF!

FELIZ ANIVERSÁRIO!

EU TE AMO MINHA FILHA!

domingo, 16 de setembro de 2007

A BOLA DA VEZ

O artigo que estou reproduzindo aqui é de autoria da jornalista Carla Rocha e saiu essa semana em O GLOBO. Conheço Carla por mais de uma década e sempre foi honesta e séria em todas as matérias que fez. Fiquei feliz e emocionado ao ler o texto abaixo pois sei o que é ser um lider comunitário nas favelas do Rio. Andar no "fio da navalha" é uma expressão que sempre utilizei para definir nossa posição. Precisamos ver essas lideranças que conhecem como ninguém a realidade dos morros e favelas serem reconhecidas e não criminalizadas como fazem as autoridades que deixaram a situação chegar nesse patamar!

A BOLA DA VEZ

CARLA ROCHA

Jorge era um sujeito que acreditava nas instituições. Expulso pela milícia de uma favela à beira da Avenida Brasil, ele foi ao batalhão da Polícia Militar mais próximo denunciar os PMs, muitos deles da própria unidade. À época, há cerca de dez meses, quatro dos cinco policiais acusados de terem tomado a favela do tráfico eram de lá, do 16º BPM (Olaria). Claro que levou com a porta na cara.

Mas insistiu. Apesar do medo que todos nós sentimos, que às vezes nos paralisa, ele não se calou e não fugiu às responsabilidades do cargo, já que era presidente da associação de moradores do local, de fato e de direito, diplomado pela Faferj. Jorge foi denunciar fatos gravíssimos à Corregedoria da PM, à Corregedoria Geral Unificada, à Ouvidoria, ao Ministério Público, à Secretaria de Segurança Pública, à Comissão de Direitos Humanos da Assembléia do Rio, só para citar algumas autarquias públicas que procurou. Em quase todas, prestou depoimentos formais, forneceu seu nome completo, Jorge da Silva Siqueira Neto, endereço, número de identidade, CPF. Jorge andava com essa papelada toda numa pasta de plástico que abria, sempre ao final da conversa, como que para comprovar tudo o que dizia.
Exilado e privado de exercer seus direitos políticos, Jorge sabia-se vítima da ditadura sem disfarces que impera no Rio de Janeiro, em áreas onde o Estado não chega. E, quando chega, é melhor nem comentar. Sem dinheiro, Jorge não tinha mais como sustentar os filhos (seis, ao todo) sem contar com a caridade alheia. Passou a freqüentar a fila de distribuição de cestas básicas, em igrejas do subúrbio. Ficou apenas com a roupa do corpo e o carro. Um depósito de gás e um trailer que tinha foram confiscados pelos PMs. Apesar disso, Jorge cumpria, religiosamente, um périplo diário para cobrar do Estado respostas para as denúncias que apresentara.
Apesar das ameaças, todas devidamente registradas, sem no entanto comover as autoridades, Jorge, por último, ainda fez questão de levar ao conhecimento da opinião pública sua história e aceitou ser notícia de jornal. Ele foi personagem da série "Os brasileiros que ainda vivem na ditadura", do GLOBO.
Na nossa primeira conversa, percebi logo que ele seria, como de fato foi, um dos principais casos que contaríamos naquelas reportagens todas feitas com histórias comoventes de uma gente muito corajosa. Além de destemido, Jorge falava fácil, apesar do pouco estudo. Tinha todas as informações na ponta da língua e sequer consultava um rascunho para dizer o nome todo, o número da identidade e até a placa dos carros dos PMs que lhe roubaram a dignidade, como costumava dizer. Em meia hora, ele apresentava um impressionante e minucioso calendário de crimes, de tortura a assassinatos, praticados pelos PMs-milicianos da Kelson's. Datas, horários, nomes das vítimas, número de inquéritos. Jorge parecia um repentista do apocalipse. Ele também testemunhou oficialmente sobre alguns desses crimes. A esta altura, os inquéritos devem estar em alguma gaveta empoeirada.
No dia 26 de agosto, a história de Jorge foi contada pelo jornal. No dia 30, quatro PMs denunciados por ele foram presos. No dia 3 deste mês, foram soltos. No dia 7, Jorge foi seqüestrado e está desaparecido até hoje. Na minha cabeça, ficaram as frases que ele repetia sempre ao final das nossas muitas conversas. "Eu tenho fé em Deus que tudo vai dar certo", e finalizava com: "minha amiga, me ajuda". Não éramos amigos, mas, talvez por ter me confiado tantas revelações, ele se sentisse grato, ao menos por ter sido ouvido.
Foi mal, Jorge, desta vez, não deu.
Jorge agora é, possivelmente, de acordo com o Estado, alguém que teria algum tipo de envolvimento com criminosos, talvez com o tráfico. Afinal, era líder comunitário de uma favela que, antes da entrada da milícia, estava nas mãos de uma facção criminosa. Não há inocentes no Rio. Não mais, muito menos presidentes de associaçãode moradores de favelas, que vivem no fio da navalha, isto até os mais crédulos sabem, quanto mais a polícia. Mas daí a ser traficante, só porque explorava um depósito de gás, atividade que costuma ser associada ao tráfico ou à milícia, parece uma simplificação até criminosa. Principalmente porque ele não está mais por aqui, a incomodar as autoridades. E considerá-lo suspeito só porque desconhecia medos comuns a moradores acuados por grupos armados é absurdo.
E mais. Se era suspeito, Jorge deveria ter sido preso. De fato, ele podia ter lá suas culpas, mas, se tivesse sido detido, hoje estaria vivo para se defender das acusações ou responder por seus supostos crimes.
Em vez de responsabilizar a vítima, o Estado deveria combater os criminosos. Se o crime não for esclarecido e os assassinos presos, será a nossa dignidade, a de todos nós, que terá sido roubada.
CARLA ROCHA é jornalista.

sábado, 15 de setembro de 2007

NOTA DE FALECIMENTO DE CAIO FÁBIO D'ARAÚJO

Acabei de entrar na internet aqui no Paraná e tomei conhecimento do e-mail abaixo enviado ontem por meu pastor Caio Fábio. Sem muitas palavras para esse momento. Estamos juntos mesmo longe...

NOTA DE FALECIMENTO DE CAIO FÁBIO D’ARAÚJO


PAPAI VOLTOU PARA CASA E VIVE ALEGRE JUNTO AO PAI


“Depois de morto ainda fala...” — Hebreus.


Depois de 40 dias na UTI do Hospital Santa Júlia, sendo tratado como um anjo e por anjos, tendo sobrevivido durante este período por total intervenção de milagres divinos e excelentes cuidados médicos e hospitalares, hoje, às 13 horas de Brasília [12 horas em Manaus] — partiu em paz como em paz viveu; e foi cercado de amor, conforme o muito amor com o qual ele a todos amou.

O corpo será velado a partir das 17 horas de hoje na Igreja Presbiteriana Central de Manaus [Rua Silva Ramos 493 esquina com Tarumã], na qual serviu como pastor por quase 25 anos, e como pastor emérito.

O sepultamento será amanhã às 16 horas no Cemitério São João Batista, na sepultura da família.

O culto de ações de graças pela vida linda de papai será amanhã às 14:00h na Igreja Presbiteriana Central: Rua Silva Ramos 493 esquina com Tarumã.

Nós da família agradecemos todo carinho e que a nós nos tem vindo de todos os modos e de todos os lugares.

Nosso agradecimento mais que especial ao doutor Marcel, que se entregou com o amor de um amigo; ao doutor Javier, que foi o cardiologista dele nos últimos anos; ao doutor Sarkis, dono do Hospital e que nos serviu com todo carinho e sem limites; e aos enfermeiros Hilton, Gerilson, Daniel, Miquéias, Batalha e outros, os quais se deram a ele com a força de quem amava.

Nossa família vive da fé; e, meu pai viveu mais ainda; de tal modo que nossa saudade já está plena de amor consolador.

Nele, em Quem a morte já não mata, mas apenas eleva,


Lacy,
Suely,
Ana Lúcia
Caio Fábio Filho,
e todos os netos e bisnetos de meu paizinho.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

TERROR E ESPERANÇA NA PALESTINA

Acabei de ler o livro TERROR E ESPERANÇA NA PALESTINA de José Arbex Jr. (série História imediata da Caros Amigos), lançado pela editora Casa Amarela. No livro escrito em 2002, José Arbex relata os dias em que passou entre Israel e a Palestina, essa última tentando se estabelecer contra a vontade da quarta maior potência bélica do planeta. Resolvi então, para deixar-lhe com mais vontade de ler esse livro de pouco menos de cem páginas, colocar aqui dois trechos. Um poema escrito por Mahmud Darwish que dirigia o centro cultural Khalil Sakakini, no subúrbio de Ramallah. O local foi destruído e saqueado por soldados israelenses. E o último parágrafo do livro.
CARTÃO DE IDENTIDADE
(Mahmud Darwish)
Escreve!
Sou árabe.
(...) As minhas raízes foram criadas antes do inicio dos tempos,
antes do nascimento das eras,
antes dos pinheiros e das oliveiras.
Antes que tivesse nascido a erva.

(...) Escreve!
Sou árabe.
Roubaste os pomares dos meus antepassados
e a terra que eu cultivava com meus filhos;
não me deixaste nada, apenas estas rochas.
O governo vai tira-me as rochas, como me disseram?

Escreve, então no alto da primeira página:
a ninguém odeio, a ninguém roubo.
Mas, se tiver fome,
Devorarei a carne do usurpador.
Tome cuidado!
Cuidado com minha fome,
cuidado com a minha ira!


Último parágrafo do livro:

“O que está em jogo na Palestina, portanto, é muito mais do que uma “mera” questão de solidariedade internacional para com um povo que sofre injustamente. Estão em jogo os contornos da ordem mundial que vai vigorar ao longo do século 21. Involuntariamente, o heróico povo palestino foi conduzido à posição de vanguarda desse combate. Se dependesse apenas de sua tenacidade, de sua coragem, de sua resistência, de seu amor à vida e a terra, a batalha já estaria ganha. Mas eles enfrentam os piores, os mais poderosos inimigos. Eles dependem da resistência internacional, tanto quanto os povos do mundo dependem deles.
Os palestinos estão fazendo a sua parte. E nós? E você?

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Caminho da Graça

“Portanto, no Caminho da Graça, não carregamos ilusões...não estamos esperando ninguém virar anjo, ninguém levitar a 10 cm do chão, ninguém ser levado pela carruagem de fogo da santidade que já não consegue viver no mundo. Ao contrário, posso afirmar que meu esforço pessoal é na tentativa de não me chocar com mais nada, posto que não há nada que você tenha feito que, ao menos em potencial, não exista em mim também. Não lidamos com robôs, nem com super-crentes ufanistas, nem nos interessamos por comportamentos performáticos só para dar a sensação de que tudo está sob controle na comunidade “vigiada”.

Diante disso, fica aqui declarado: Está suspenso o meu direito de me escandalizar com o que quer que seja verdade sobre você. Prefiro caminhar com você a partir de suas lutas e temores do que fingirmos que não trazermos essas coisas embutidas no cerne de nossas tribulações e dramas de vida.

O Caminho, portanto, está aberto a todos: Somos ‘devedores’ a homens, mulheres, adolescentes e jovens de todas as tribos; prostitutas, homosexuais, bissexuais e transexuais; fiscais de tributos, empresários, estudantes, políticos e donas de casa, ateu, católicos, espíritas e esotéricos, ricos e pobres, intelectuais e broncos, casados, descasados, solteiros, amasiados, juntados, separados, divorciados, viúvos... E a todos quanto se encontram carecidos da Glória de Deus porque não conhecem em seus corações a conversão que o Evangelho realiza por meio da fé, através da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo – único mediador entre Deus e os homens!”


( Caio Fábio em “Caminho da Graça para todos”)





Estive em brasília e um de meus objetivos era conversar com meu pastor, Caio Fábio. Sabia que ele não se encontrava lá, e por isso antes passei em Belo Horizonte, na expectativa que ele retornasse de Manaus, onde se encontra cuidando de seu pai que está sob cuidados médicos.

Cheguei em brasília e fui recepcionado por uma irmã-amiga que foi missionária da JOCUM, assim como eu, e que atualmente trabalha em uma das maiores distribuidoras de livros de brasília. Passei um e-mail para o pastor Caio, que mesmo cuidando de seu pai, passou um e-mail para o Chico, pastor que mora na casa do Caminho, para que o mesmo conseguisse um lugar para eu ficar. Como não obtive resposta do e-mail e não poderia ficar na casa da minha amiga-irmã, que já estava hospedando outras pessoas, fui para o Lago Norte, onde fica a casa do Caminho. Lá fui recepcionado pelo Chico, que mesmo sem saber quem eu era, me recebeu, pois falei em nome do pastor Caio. Chico e sua família são gente boa de Deus!


Fiquei hospedado nesse local maravilhoso que é a casa do Caminho, onde os Caminhantes se encontram em vários dias da semana, criando assim um laço fraternal. Hoje os do Caminho já estão se encontrando em centenas de lugares pelo mundo, entendendo a importância das palavras que o Mestre disse... “onde estiverem dois ou mais em meu nome, ali estarei!”

No domingo, a ausência do pastor Caio em brasília não foi problema, pois a internet conecta pessoas do mundo inteiro. Reunimo-nos no colégio La Salle. Centenas de pessoas estavam lá! Compartilhamos juntos de um momento de ceia, e depois ouvimos uma mensagem maravilhosa do pastor Caio, que estava ao vivo (via internet) em um telão.



A mensagem do pastor Caio veio de encontro ao que tenho vivido: “Não sei qual o destino, mas sei que estou No Caminho!” Não tem nada mais importante que isso. Pastor Caio contou, que por muitas vezes conversou com empresários que queriam ver projetos, e ele só tinha sonhos...e são os sonhos que nos levam pra frente, acreditando, pela FÉ em coisas invisíveis, que ninguém vê, mas que podemos comtemplar com os olhos da FÉ!




Quem quiser saber mais sobre o Caminho da Graça poderá entrar no site que tem agregado milhões de pessoas em todo o mundo: www.caiofabio.com




segunda-feira, 3 de setembro de 2007

GALERIA DE FRASES

"Não se pode responder ao terror com mais terror!"

(Hugo Rafael Chavez Frias)

"A maior ambição revolucionária é ver o povo liberto de sua alienação!"

(Che Guevara)

"A razão manda que a gente se acomode em casa, e o sonho é que leva a gente para a frente."

(Ariano Suassuna)

"Acredito no que estou fazendo e estou fazendo o que acredito. Não tem volta!"
(André Fernandes)

domingo, 2 de setembro de 2007

ANF EM BELO HORIZONTE!

Comecei minha peregrinação pelo país para divulgação da ANF por Belo Horizonte. Fui recepcionado por pessoas que já conhecem a ANF e que acreditam em nosso trabalho. Quero aqui deixar registrado meu agradecimento à FUMAÇA CORP na pessoa do Artenius Daniel, que me hospedou em um apartamento no centro de Belo Horizonte, além de fazer minha agenda. Viva a hospitalidade Mineira!


Visão do apartamento onde fiquei hospedado em Belo Horizonte.

Logo no primeiro dia que cheguei, já tinha um encontro marcado com Clarisse Libânio, da ONG FAVELA É ISSO AÍ. O objetivo de nosso encontro foi trocarmos contatos e experiências locais. O trabalho que eles realizam resultou na produção de um material fantástico: GUIA CULTURAL DAS VILAS E FAVELAS DE BELO HORIZONTE. No escritório dessa organização, podíamos ter uma visão de uma grande favela. Em nossa conversa, falei de minha percepção logo ao chegar na cidade, de que a pobreza está crescendo muito ali, o que fará em breve aumentar o numero de favelas que já conta, de acordo com a ONG, com mais de quinhentas mil pessoas morando nesses locais.

Primeiro boteco de Belo Horizonte.

Meu guia, Artenius Daniel, me levou também para conhecer os bares da cidade, já que Belo Horizonte é a cidade que tem o maior numero de botecos do mundo! Conheci no bairro de Santa Teresa, lugar da boemia, o primeiro boteco de BH, o bar do sr. Orlando, onde Milton Nascimento começou a cantar... Conheci também um bar chamado RODA VIVA, um local ímpar. Carol a dona é Mangueirense e colocou uma flâmula da escola na parede de um lado e posters do fotógrafo Sebastião Salgado de outro lado. Para quem gosta de uma partida de xadrez, a pedida é o tabuleiro que está faltando uma peça em cada lado, sendo as mesmas substituídas por um boneco do piloto Airton Senna e do cantor Elvis Presley. Ainda como peça de decoração, podem ser encontradas uma máquina de escrever antiga. Uma vitrola é utilizada para tocar os LPs que lotam uma grande prateleira e acima dessa prateleira está o santuário de Carol, com uma foto do Che Guevara, Nelson Gonçalves, Elvis e para completar uma espada de São Jorge para os que acreditam em mau olhado. Como não poderia deixar de ser, em Minas, a pedida é uma cachacinha acompanhada de uma mandioca. Ao pedirmos para a dona do bar um cardápio para levarmos de lembrança, ela nos esclarece que precisa mandar fazer mais, pois "os clientes levam como lembrança". Parece que nossa idéia não foi original.

Aniversário do Artenius no PECTOPAH.


Minha peregrinação por BH terminou com o aniversário de meu anfitrião em um local extremamente agradável chamado PECTOPAH, conversando com colegas jornalistas. A imagem não está muito boa...acho que preciso de outra máquina fotográfica!

PARTICIPE DE NOSSA COMUNIDADE ANF - MINAS GERAIS!

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