segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Não deu na GRANDE mídia...

OS MELHORES PARLAMENTARES

Chico Alencar(Psol-RJ) ficou em segundo e Fernando Gabeira(PV-RJ) em primeiro na pesquisa feita pelo site Congresso em foco com 188 jornalistas que cobrem o congresso. Agora o site que já conta com mais de noventa mil votos pretende saber da opinião pública quem são os melhores parlamentares. Enquanto os dois campeões de votos, segundo jornalistas, somam juntos 174 votos, sete deputados do Rio tiveram só um voto cada um deles. Entre os vinte e cinco deputados finalistas, do Rio, só os combativos Gabeira e Chico ficaram no páreo.

domingo, 7 de outubro de 2007

Não deu na GRANDE mídia...

FILME TROPA DE ELITE SUSCITARÁ DEBATE SOBRE LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS
O Movimento Nacional pela Legalização das Drogas (MNLD) aposta em uma onda de debates sobre a legalização das drogas a partir do filme TROPA DE ELITE. Por conta disso decidiram reunirem-se na segunda-feira (08 de outubro), às dezoito horas no pátio do IFCS (Instituto de Filosofia e Ciências Sociais) para decidirem como aproveitarão tal "onda". No filme a questão é abordada de uma maneira não tão profunda, mas talvez de maneira inédita.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

LANÇAMENTO DO LIVRO "A CONTRAPELO" DE MARCIANO LOPES

Hoje é lançamento do segundo livro de Marciano Lopes em Maringá. Em conversa com o autor ele me explicou o porque do titúlo "A CONTRAPELO" falando do filósofo Walter Benjamim. Nesse momento lembrei-me de nossa colaboradora, a psicanalista Eliane Martins, que é uma leitora ávida de Benjamim. Leiam aqui um texto de Eliane Martins sobre o livro de Marciano.


NA CORRENTEZA DO TEMPO a gente esbarra na poesia...

Negro impasse:
erguer ruínas
ou contorná-las
em abismo

Perplexo vivo à deriva
caçador de cacos
na correnteza do tempo.

Contrapelo é uma expressão benjaminiana que não escapa a um leitor avisado. O título do livro de Marciano remete ao ferrão quase poético de um autor instigante, que nos desperta em cada uma de suas linhas à inquietude com o mundo e a busca por uma verdade histórica digna de ser vivida. Busquei as pegadas históricas do nosso filósofo de Frankfurt nas letras de Marciano, já que recebi dele a confissão de uma paixão comum: Benjamim, o filósofo do coração.
Encontro na poesia, isso era um aviso, o negro impasse proposto por Benjamim frente a qualquer monumento, uma vez que a barbárie se presentifica, ainda que sob a forma de resistência, em diferentes contornos da vida. É preciso escovar a história a contrapelo, nos lembra Benjamim nas suas dez teses, identificando em cada rastro humano a presença ameaçadora do sangue derramado pela prática cotidiana da injustiça. O materialista histórico rema contra o óbvio estabelecido, revolvendo as camadas obscuras que se querem esquecidas, resgatando nos cacos que ficam à deriva a única possibilidade de transmissão de alguma verdade digna.Aquilo que é tratado como exceção, a dor humana em seus profundos labirintos, é a regra geral vivida a contrapelo, sobre a qual temos que nos basear na luta contra a injustiça. Manter viva a possibilidade do assombro, contra qualquer forma de desumanidade praticada dentro e fora de nossas fronteiras mais íntimas, remove nossas pequenas mediocridades estabelecidas.
Na correnteza do tempo, como Benjamim, lutamos poeticamente contra o mundo profano, cúmplice do conformismo.Enquanto escrevo este texto ouço na TV uma matéria sobre o Carandiru, uma das maiores barbáries já cometidas neste país, transformada em livro, filme e outros monumentos de cultura devidamente reconhecidos. A história manchada pelo sangue dos oprimidos, que deveria nos causar horror a qualquer tentativa de contorno, leva certamente ao abismo. Um jornalista - plenamente reconhecido como porta-voz dos opressores, que como nos alerta Benjamim, tem vencido esta guerra contra a vida - referenda a barbárie, sob a alegação de que as vítimas eram merecedoras da crueldade praticada maciçamente, em nome da ordem social estabelecida.

A perplexidade, nos ensina Benjamim, não nos paralisa. Ela vira trabalho político e a gente ainda cata os cacos, fazendo poesia. O texto de Marciano nos traz de volta à vida, na correnteza do tempo, dignamente reestabelecida.

Eliane Martins

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

DOE SANGUE - UM GESTO DE AMOR AO PRÓXIMO!

Doei sangue pela primeira vez em 1991 quando era fuzileiro naval. Ganhei um louvor em minha caderneta de registro por conta da doação que fiz na casa do hemofílico. Dezesseis anos depois, continuo doando de seis em seis meses. É um ato de solidariedade para com o próximo, sem contar que um dia qualquer um de nós pode precisar!
É importante esclarecer para quem se interessar em praticar esse gesto nobre, acerca de alguns pensamentos do imaginário popular que muita das vezes fazem as pessoas desistirem de doarem:

-Doar sangue não engorda

-Doar sangue não leva ao hábito

-Doar sangue não engrossa sangue

Tendo sido dito isso, então, o que é necessário para doar sangue?

-Levar documento de identidade com foto

-Ter boa saúde

-Não estar grávida ou amametando

-Ter entre 18 e 65 anos

-Pesar mas de 50kg

-Ter dormido bem à noite

-Não comer no dia da doação alimentos gordurosos tais como leite, manteiga, queijo, margarina, etc...

-Não doar em jejum

-Não ser usuário de drogas

-Não ter comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis

-Consumir a bebida açucarada oferecida antes da coleta

E após a doação:

-Beber grande quantidade de liquídos não alcoólicos no dia da coleta

-Não fumar na 1º hora após a doação

-Não realizar esforço físico por 24 horas

-Não carregar peso no braço da doação por 24 horas

Em todos os lugares que você decidir doar sangue, de acordo com normas do Ministério da Saúde, deverão ser realizados testes de triagem que tenham alta sensibilidade para que não haja o menor risco de transmissão de doença aos pacientes.
Há um mês atrás doei sangue no SERUM do centro. Sexta-feira chegou em minha caixa de correio uma carteirinha de doador voluntário com meu grupo sanguíneo e todos os exames sorológicos, incluindo HIV, Hepatite B, Hepatite C, HTLV I/II, Doença de chagas e Sífilis.
A pessoa que doa sangue recebe um lanche após a coleta e é dispensada do dia de trabalho.
Quem quiser doar sangue poderá procurar o SERUM nos seguintes endereços:

CENTRO
Rua Riachuelo, 43 - 3º andar
Hospital da Ordem do Carmo
Tel: 21-3233-5950
2º a Sábado - 08:00h às 12:00h
BOTAFOGO
Rua Conde de Irajá, 429
Hospital Semic
Tel: 21-2266-5098
2º a 6º feira - 08:00h às 12:00h

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

NOVE ANOS NO MORRO

O texto que estou publicando hoje é da autoria da poeta e artista Gisele Cesar, uma amiga-irmã de Caminhada.
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“Eu queria não sentir esse desejo de rebelião, eu queria abrir um canto que não soasse como o estrondo de um canhão.

Eu queria saber das bocas macias que me provocam o gosto desconhecido do amor e com meus pés descalços marcar fundo a história da terra deste chão.

Eu gostaria de entoar uma canção impatriota que falasse de todos os crimes que não cometi e que contasse dos casos dos bandidos que cheiram sem nariz.

Eu queria por um triz escapar do bem e do mal e viver à margem da escola nacional.

Eu queria te contar que os ruídos corroem o que não se pode ouvir e que as bocas só falam da TV o que se deve concluir.

Mas no Brasil com Z já não se sabe mais sambar o carnaval.

Eu queria olhar as crianças sem fuzis e cuspir do prato a fome que não comi, eu queria te contar como nasci, vendendo cola e registrando a marca da navalha com que me feri.

Eu queria que esse ódio no olhar embalasse o berço de ouro das crianças de Copacabana e no morro, no momento seguinte os meus nove anos, eu já fizesse vinte quadrilhas de corpos no chão.

Sou assim, sem correr perigo, um pesadelo civil, um umbigo, um menino, o teu pior inimigo.”

Depoimento dado por José Lúcio Clemente, vulgo “passinho”, ao delegado de polícia da FEBEM, por ocasião de sua apreensão por porte ilegal de armas e tráfico de drogas.
Passinho foi encontrado morto nesta madrugada com dois tiros na cabeça, a polícia suspeita de queima de arquivo, pois o menor, apesar de pouca idade, se movimentava com destreza pelas ruas da vadiagem da favela onde morava.

Gisele Cezar


Maringá, setembro de 2007.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

ANF NO PARANÁ

Para estar em Maringá não é necessário fazer muitos planos. Passei uma mensagem para Isabela Campoi, pois sabia que ela se encontrava na cidade. Perguntei para ela se tinha um lugar para eu ficar e ela me respondeu prontamente que poderia ficar na casa do Artista Mario Donadon. Me mandou logo o endereço para que eu pudesse me dirigir para lá. O endereço, apesar de agradável, era na rua Vasco da Gama... Mario Donadon mora sozinho na casa de sua família, onde morou seu pai, também artista. Ao chegar fui recepcionado com um almoço na casa da Isabela, que mora próxima ao Mario. Apesar de Isabela estar morando no Rio de Janeiro, veio para Maringá para apresentar-se no III Seminário Internacional de História. Tentei por várias vezes ouvir uma aula de Isabela no IFCS, porém foi em Maringá que pude ter esse prazer.

Havia agendado uma conversa sobre a ANF com Glicínia, do Casulo Feliz, que é uma empresa situada em um dos locais mais carentes de Maringá. Ela ficou interessada na idéia da ANF e eu no Casulo Feliz. Queria ajudar com a venda de camisas. Me mostrou toda a produção. O Casulo trabalha justamente com casulos não utilizados de seda, aqueles rejeitados pela grande indústria. Glicínia disse que “a especialidade deles são os rejeitados”. Entendi o que ela disse, pois todos os mais de cinqüenta funcionários são do Santa Felicidade, um dos locais mais pobres da cidade. Fizemos então uma parceria, para que eles fizessem camisas para a ANF, que sairão um pouco mais caras do que as camisas normais, mas ainda assim mais baratas que as roupas que eles vendem. E quem comprar, saberá que está apostando em duas idéias: ANF e Casulo Feliz.

Ainda no Rio de Janeiro, antes de sair para minha viagem pelo país, havia passado um e-mail para Silvio Barros, o prefeito de Maringá, em nome da ANF, perguntando-lhe o número de favelas da cidade. Em Maringá eles se orgulham por não terem favelas!(?) Minha pergunta foi repassada para a secretária de Assistência Social do município, que me respondeu dizendo que "em Maringá não existem favelas, o que existe são locais muito pobres". Tomei conhecimento que o prefeito assinou um acordo com o presidente Lula para receber do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) uma verba de vinte e cinco milhões para desfavelização de Maringá. Como se em Maringá não existem favelas? Fui até a secretária de Assistência Social que me recebeu e explicou como seriam utilizadas as verbas do governo federal. Segundo a secretária, as verbas são justamente para os locais mais carentes da cidade como: Santa Felicidade, Tarumã, Requião, entre outros. Durante a entrevista Sandra Franchini se emocionou ao contar do filho que foi assassinado há poucos meses por um outro jovem do Santa Felicidade, um dos locais para onde os olhares da prefeitura estão voltados.
Como já disse, aproveitei essa viajem para concluir muitos objetivos que estavam em minha agenda há tempos. Fui visitar a base da JOCUM na cidade. Wellington Oliveira é o diretor da base. Há anos não falava pessoalmente com ele, desde minha saída da instituição. Almoçamos juntos e fiquei sabendo das novidades que ele está empreendendo. Wellington acaba de lançar um livro de poesias com o titulo de "VEREDAS DO CARÁTER", que me presenteou com uma dedicatória: "Com amor e admiração por sua vida e ministério. Que Deus o abençoe!" Ainda não li o livro, mas tive o prazer de ouvir algumas poesias bem contundentes serem lidas pelo próprio autor.
Para finalizar minha visita à cidade, estive com figuras com as quais não posso deixar de estar sempre que venho aqui. Gisele Martins, artista e poeta, uma amiga-irmã de caminhada, para quem dei o livro “Caminho da Graça para todos”. Marciano Lopes, professor da UEM, que está lançando seu segundo livro no dia 3 de outubro. Diogo Bortoloto, meu amigo que é também signatário da ANF. Bruno Ladeia Marinho, que cito para não ter que citar todos os outros amigos da república. Jackeline Wismeck do meu curso de jornalismo, que está concorrendo no concurso de miss Maringá. Rafael Campoi que estará juntamente com sua namorada no Rio durante as férias para conhecerem nosso trabalho, assim como Marcelo (Bola) que também irá com sua noiva nas férias para o Rio de Janeiro.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

VENDO NOTEBOOK!

SUPER OFERTA DE R$ 2000,00 (DOIS MIL REAIS)

PROCESSADOR: AMD TURION 64 2.0GHz ML-32
-MEMÓRIA: 1GB(1024)
-HD: 80GB
-Gravador de DVD E DE CD - DVDRW
TELA DE 15.4" WXGA CRYSTALBRIGHT (BRILHO REAL)
-RESOLUÇÃO DE 1280X800
-PLACA DE VIDEO
-Video ATI Radeon® Xpress 1100
- Resolução 1280 x 800
REDE
-Placa de rede 10/100
-WireLess 802.11 b/g
- Modem 56k V.92
INTERFACE
-3 portas USB 2.0 (até 480 Mbit/s)
-Entrada de microfone
-Saída para caixa de som
-Kensington lock
-1 VGA Port (Para monitores externos, projetores etc)
-PCMCIA

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