sábado, 1 de março de 2008

BLOGS DOMINAM A COMUNICAÇÃO EM MARINGÁ

Em todo o mundo a comunicação está avançando, principalmente através da Internet, que dá possibilidade de pessoas se expressarem de uma maneira simples, porém efetiva e eficaz. Em Maringá(PR) vários blogs foram criados para divulgar, desde fatos cotidianos e corriqueiros até a política na Cidade Canção. Recebi essa semana de um amigo do jornalismo os principais blogs que estão dando o que falar. Confira abaixo!

Lista de blogs em Maringá:(Polêmicos e críticos ao governo maringaense)

http://www.noticiasdaprovinciamaringa.blogspot.com/ - Esse é um blog anônimo que está dando o que falar!

http://www.angelorigon.blogspot.com/

http://www.abiosemaringaense.blogspot.com/

http://www.diarim.blogspot.com/

http://www.messias-mendes.blogspot.com/

Outros blogs menos criticos:

http://blogs.odiariomaringa.com.br/edsonlima/

http://dinizcn.blogspot.com/

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

CHANVRE ROUPAS DE CÂNHAMO - ROUPAS ECOLÓGICAMENTE CORRETAS

Essa é a terceira vez que postamos essa entrevista com Marco de Lamare da CHANVRE. Aproveitando a presença dele amanhã em Maringá para o evento que está realizando, estamos divulgando a idéia de seu produto e esclarecendo aos leitores sobre a importância do cânhamo. Maiores informações sobre o show com a banda LEÕES DE ISRAEL, vejam a agenda de nosso blog.


CHANVRE - ROUPAS DE CÂNHAMO - ROUPAS ECOLÓGICAMENTE CORRETAS
(Publicado em 01/04/2007 no DIÁRIO ANDRÉ FERNANDES)



Trazemos com exclusividade uma entrevista com o idealizador da marca CHANVRE. A entrevista foi feita junto com Rogério Lahan. Após a entrevista Marcos de Lamare mudou-se para São Paulo para expandir a marca, e acaba de lançar o site da CHANVRE.



Marcos de Lamare, idealizador da CHANVRE tem 27 anos, é advogado e natural de Andradina, São Paulo. A loja existe há quatro anos, no DEVILLE (Hotel de Maringá-PR).



André Fernandes - Porque a escolha do cânhamo?

Marcos - A princípio tínhamos a intenção de abrir uma loja de roupas, mas como Maringá é um local forte como pólo de confecções, nós tivemos a idéia de trazer algum produto diferente do que já se tem no mercado, daí surgiu a idéia do cânhamo. No comércio internacional ele é conhecido, tem bastante circulação, mas no Brasil não é tão conhecido, e não se tem acesso porque até então não se tinha ninguém que trabalhasse com isso. Nós tivemos essa idéia.

AF - Você conhece o histórico do cânhamo no Brasil e no mundo?

Marcos - Sim, no mundo surgiu na Ásia, quatro mil anos antes de Cristo. Os chineses começaram utilizar o cânhamo para fazer roupas. Diz a lenda que um imperador chinês, para evitar o massacre de animais, determinou que as roupas fossem feitas de cânhamo. Acredito que a idéia do ecologicamente correto tenha surgido daí. De lá pra cá o cânhamo teve um grande crescimento. Na época das grandes navegações ele era um dos principais tecidos e material utilizado pra fibra que se conhecia na época. Teve até a questão do embargo econômico que a Inglaterra fez para o fornecimento de cânhamo para as tropas de Napoleão. Mais pra frente, quando teve o surgimento do nylon nos EUA, dizem também que houve um movimento de boicote ao cânhamo. Porque como o cânhamo tem uma durabilidade maior para os empresários do nylon e do algodão, seria interessante acabar com o ele. Nessa época foi aprovada uma lei no congresso dos EUA proibindo a plantação do cânhamo. Foi quando o cânhamo teve uma grande queda no mundo. Recentemente os cientistas descobriram uma enzima que tornou o cânhamo mais confortável, e isso fez ressurgir o cânhamo em termos de mundo...

AF - Porque trocar o algodão pelo canhâmo?

Marcos - Basicamente pela questão do cânhamo ser um produto ecologicamente correto, pois não utiliza agrotóxico nem herbicida em sua produção, em razão dele ser extraído do caule da cannabis. As pragas normalmente atacam as folhas , então o cânhamo não tem esse problema de praga. E a fibra do cânhamo é produzido bem antes que a fibra da árvore( no caso do papel). Em seis meses o cânhamo já pode ser colhido, enquanto que as árvores cinco anos. A questão do desmatamento também é importante, pois utilizando a fibra do cânhamo para papel você evita desmatar florestas. Além da questão da ecologia de evitar poluir o solo e o lençol freático, e a água que nós bebemos. Outra questão forte é que o cânhamo dura 3 vezes mais que o algodão.

AF - Então suas camisas vão durar três vezes mais que as camisas de algodão?

Marcos - É isso!

AF - Sua loja é única no Brasil? Existem outras marcas que trabalham com cânhamo?


Marcos - Não conheço, desconheço concorrentes no mercado. Realmente não conheço. Existem lojas que trabalham, que eventualmente importam um calçado de cânhamo, um boné de cânhamo, mas digo que nós somos únicos pois investimos desde o principio no cânhamo.

AF - Há algum motivo para os clientes da CHANVRE temerem a criminalização por estarem usando uma marca com a folha da cannabis?

Marcos - Na verdade tentamos evitar o uso da imagem da folha nos produtos por existir um preconceito que a folha representa o uso da maconha. No caso nós usamos a idéia do ecologicamente correto como propaganda do nosso produto, e se eventualmente a gente precisar usar a folha da cannabis, isso não representa que estejamos fazendo apologia a maconha, simplesmente como nosso produto vem da cannabis, é até uma maneira de divulgar que a cannabis sativa produz algum produto que não seja a droga, produz um tecido que não tem nada haver, ninguém vai usar nossos produtos para se entorpecer, até porque nosso produto não contem THC (princípio psicoativo da cannabis). Então se na idéia de alguma estampa, alguma logo, a gente usar a folha isso não representa que estamos fazendo apologia à maconha, isso significa que o produto é feito da cannabis, que isso é uma coisa boa tanto para o meio ambiente, como para a pessoa que utiliza, pois o produto dela vai durar bem mais.

Rogério Lahan - De que forma a marca coloca esse conceito?

Marcos - Uma medida concreta foi a substituição da camurça pelo cânhamo, pois como trabalharíamos com um produto ecologicamente correto trabalhando com camurça? E também nas estampas procuramos trazer mensagens favoráveis ao meio ambiente. Fizemos uma mensagem que os EUA se negaram a assinar o protocolo de KIOTO, e mostramos nessa estampa que um hectare de cânhamo produz a mesma quantidade de papel que cinco hectares de floresta. E os produtos são um veículo de divulgação dessas idéias.

AF - Como são feitas as roupas, e qual o processo até a chegada ao consumidor?

Marcos - O cânhamo não é produzido no Brasil, pois na nossa legislação, não permite que trabalhemos com produtos que causem dependência química. Eu acho isso, uma posição equivocada porque o cânhamo industrial não causa dependência química ou psíquica porque não é uma droga. Então legalmente, se questionássemos isso na justiça, nós poderiamos até ganhar e plantar o cânhamo. Só que eu até entendo uma dificuldade por parte do governo, porque se fosse liberado isso, a nossa polícia não teria possibilidade de fiscalizar as propriedades agrícolas para fiscalizar o que é cânhamo e o que é maconha. Então de repente poderia haver um desvio de finalidade por parte dos plantadores, assim ia ficar difícil para o governo fiscalizar. O cânhamo que é utilizado para fins industriais não possui THC, por isso eu acho que poderia ser plantado no Brasil que isso não causaria conflitos com nossa legislação de entorpecentes. Em todo caso, não se produz no Brasil então nós importamos o tecido pronto, e daqui nós tercearizamos nossa produção, nas várias etapas. Tem as empresas que cortam, que costuram, as que fazem estampa, aí nós oferecemos o produto acabado para o consumidor. Até agora aqui na CHANVRE nós trabalhamos no varejo, e a partir de 2007 pretendemos começar a venda na internet, e tentar também com o atacado, mas isso gradualmente.

AF - Qual a perspectiva para o próximo ano?

Marcos - Nós estamos nos transferindo para São Paulo. Pretendemos continuar a fazer a importação do material, só que ao invés de vender em um ponto específico aqui em Maringá no varejo, ofereceremos para quem quiser adquirir pela internet, com vendas pelo nosso site. Vamos divulgar nosso site, e tentar colocar a CHANVRE em desfiles em São Paulo para que a sociedade conheça o produto. E daí partir para a venda no atacado mesmo.

AF - Qual o seu sonho para a CHANVRE?

Marcos - O mais próximo é colocar um site no ar que eu possa atender a demanda para todo o Brasil. Depois disso quero fornecer no atacado para lojas que tenham público alvo parecido com o nosso. E mais pra frente, como objetivo final, conseguir importar o tecido, confeccionar aqui, e distribuir para fora, fazer exportação. Meu objetivo final é partir para o mercado externo.

AF - Outros países já adotaram o cânhamo de uma maneira mais expressiva?

Marcos - Hungria é um dos maiores produtores do mundo. Os EUA, apesar de não produzirem, são os maiores comerciantes do mundo. A China tem um comércio muito grande, bem como toda a Ásia.

AF - Como os leitores podem comprar os produtos da CHANVRE?

Marcos - Na internet.




quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Não deu na GRANDE mídia...

FIM DE UMA CATEGORIA
Alguns cidadãos cariocas talvez ainda não perceberam o fim de mais uma categoria. Trata-se dos cobradores, ou trocadores, como falamos no Rio. Aqueles que nos dão o troco, tarefa difícil de fazer quando se está dirigindo, podendo colocar em risco a vida dos passageiros. Em Maringá (Paraná) a empresa que detém o monopólio do transporte público, já decretou o fim da categoria. Para viajar de ônibus da TCCC (Transporte Coletivo Cidade Canção), só com cartão. Algumas empresas de ônibus do Rio de Janeiro já fazem o mesmo, dando um "start" no mesmo processo que se consolidou em Maringá. Simples para a Cidade Canção com trezentos mil habitantes e para o Rio de Janeiro? Isso não coloca em risco o passageiro quando o motorista tem que ser cobrador? Será o fim da categoria?

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

A POLTRONA

Há alguns dias meu amigo Wilame Prado, estudante de jornalismo do CESUMAR, lançou seu blog A POLTRONA. Estive com ele ontem para esclarecermos alguns fatos sobre minha estádia em Maringá, já que ele escreveu sobre minha vinda no dia que cheguei à cidade. Não podia deixar passar em branco a divulgação de mais um blog que já está na lista de nossas indicações! Ele fez um novo texto que acaba de publicar sobre minha passagem pela Cidade Canção. O texto me fez chorar, provando mais uma vez que é a pessoa sensível que havia dito que era uma vez em sala de aula! Fico contente ao ler o texto e saber que posso também pedir para nossos leitores entrarem no blog de Wilame Prado para saberem mais notícias do que estou fazendo e quais as "novas".

Leiam: A POLTRONA

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

CHARUTOS*

Charutos*

Wilame Prado

Acho que a grande maioria dos garotos que atingem certa idade começam a desejar algumas coisas que, em certo ponto, é por influência de filmes norte-americanos. Foi unanimidade quando tocaram no assunto de charutos. Estava combinado de que seria naquela noite linda de sexta-feira, onde a negritude que esmagava nossas cabeças se entrosava com a brisa amena e deliciosa que esvoaçava os cabelos compridos de nós. Eu, Flávio e Caetano.

Em frente ao estádio, num bar, ou melhor, num boteco de esquina, foi que experimentei pela primeira vez um charuto. Eu achava que todos que estavam naquele ambiente boêmio iria olhar para mim de um jeito diferente; senti-me mais importante, mais mal, mais Fidel, mais jogador de pôquer, mais Juan Carlos Onetti, mesmo sem saber se ele fuma charuto. Caetano também estava no auge de um orgasmo "charutual", porém não tomava tanta cerveja como eu. E Flávio, coitado, não se dava ao deleite de experimentar essa sensação de grandeza, sendo que para mim era o que mais merecia, pois era um cara humilde, que tinha todo direito de pelo menos uma vez se sentir mais do que os outros.

Apesar de não sabermos se o charuto era de boa qualidade, fizemos um ritual e tanto, pois de fato merecia. Caetano mordeu a ponta, pois qualquer bom fumante de charuto sabe que, se cortar com a tesoura afeta o sabor (eu não sabia). Depois, tratamos logo de arrumar uma caixa de fósforos. Recusamos o isqueiro da velha do bar e perguntei para a senhora se ela estava de brincadeira comigo, pois uma dona de um bar deveria saber que acender charutos com isqueiro corrompe o sabor original do nobre fazedor de fumaça (eu também não sabia, quem me falou foi o Caetano).

Percebia que estava mais esnobe, mais norte-americano, mais desgraçado. É por isso que existem tantas pessoas más e ridículas neste mundo. Não por causa de uma simples merda de um charuto, mas de pequenas coisas materiais que sobem nas cabeças das pessoas, corrompendo a dignidade, até então, original de cada ser.

Vou explicar melhor: as pessoas são outras depois de conseguirem algo que tanto almejam e que provavelmente tem um status maior do que de outro grupo de pessoas. Você seria a mesma pessoa depois de virar um presidente de um país, de um movimento estudantil ou de qualquer presidência? É óbvio que agora você fala que seria a mesma pessoa, mas é aí que está a questão. Não é por querer. É um mal de todo ser humano. É inevitável.

Mas, voltando a descrição daquela linda noite, onde nada poderia evitar a bebedeira, nem a tristeza ou alegria contida em nossos corações, pois, afinal de contas, além de ser sexta-feira, ainda era a primeira vez que eu e meu amigo Flávio bebíamos juntos. A primeira de várias bebedeiras. Logo em seguida, depois de tomar um pouco no boteco ao lado do estádio, fomos em direção a nossos humildes lares, onde talvez um banho quente estaria nos esperando ou até uma pilha de louças para lavar, visto que são atividades normais do cotidiano de moradores de repúblicas. Refleti bem e lembrei que havia oitenta por cento de chances de ter uma louça me esperando e ainda um banheiro para lavar. Juntando isso com certo grau de excitação que a cerveja e o magnífico instrumento de elevação moral - o charuto – haviam provocado, insisti aos amigos para que não deixássemos a tão linda noite boêmia se encerrar tão cedo.

Então fomos para outro boteco, ou melhor, fomos para uma lanchonete fazedora de lanches, ao lado do bosque que continha blocos humildes e paupérrimos, a Universidade Estadual de Maringá. Lá, tomamos cerveja para valer. No meio da jornada de morticínio de neurônios chegou um amigo meu da província e um amigo de curso do Flávio, que também era meu amigo de trabalho. Eles perceberam meu ponto de excitação alcoólica, deixando-me irado. Esse motim durou dois minutos até que, como uma fórmula mágica, vejo Dasy, amiga nossa de trampo, passando dentro de uma circular.

Devido a vários fatores que já mencionei, dei meu primeiro fiasco da noite: quase parei a circular só para dar um oi à nossa companheira. Porém, devido a seu alto grau de reflexo, vendo rapidamente que existia um copo de cerveja em minha mão, ela me esnobou. Isso me deixou muito triste, pois, até então, pensava que ninguém tinha coragem de rejeitar Fidel Castro, o fumante de charutos.

Bebemos bastante ainda, mas já não era a mesma coisa. Ainda aconteceram coisas incríveis, como exemplo outra circular passando na rua com outra amiga nossa. Tentei me animar, mas pensava seriamente em desistir de ser o chefe de Estado de um país socialista.

Ora. A vida, nesse dia, deu-me um golpe. Logo percebi - com o passar das bebedeiras, com o passar dos anos, com o passar dos acontecimentos - que a vida é essa. Um golpe. A felicidade são todas ilusões muito bem detalhadas, umas duram mais do que as outras. Uns se enganam a vida inteira achando que são felizes, mas todos, sem exceção de ninguém, percebem que a felicidade plena não existe. Assim como Santo Agostinho a denominava como o conhecimento de Deus, assim como um milhão de românticos acham que felicidade é quando se encontra alma gêmea, assim como Flávio acha que felicidade é poder saber tudo de Gabriel García Márquez e ser seu discípulo, eu, naquela sexta-feira linda, achava que tinha encontrado a felicidade naquela merda de charuto.

Volto para casa. Já é tarde, ou cedo, dependendo do ponto de vista. Lembrei-me de que teria de trabalhar no outro dia, ou melhor, daqui algumas horas. Isso me fez perceber que a ressaca estava começando. O gosto de charuto na boca me deixou de mal-humor. Percebo definitivamente que não gosto de charutos, nem de me sentir melhor do que ninguém. Percebo que o bom e velho humilde que sou, volta ao meu corpo. Cheguei atrasado ao serviço. Levei bronca, e isso é deprimente. Será que minha chefe fuma charutos?

*Meu primeiro conto, escrito no início do ano de 2004. Vendo as notícias sobre a renúncia de Fidel Castro, deu-me vontade de publicá-lo.

Wilame Prado é estudante de jornalismo.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

ONDE ESTÁ SUA FÉ?

Mesmo sem acompanhar minha história, centenas de pessoas que me conheceram em algum lugar, perguntam: "Onde está a cabeça ou a FÉ do André"? Questionam, principalmente os evangélicos, acerca de minha preocupação com o social, com a justiça, ou melhor, injustiças praticadas, principalmente nas favelas do Rio de Janeiro, já que acredito que o que se faz, fala muito mais do que só falar. Pessoas que me conheceram há muitos anos atrás, que me viram pregando o evangelho nas favelas, questionam hoje sobre o tal do "chamado" que Deus me fez...

Confesso minha irritação com esses "irmãos" que estando longe, se acham no direito de perguntarem sobre minha FÉ ou onde está minha cabeça! Lembro sempre de quando fui excluído de um rol de membros de uma igreja por motivo de "faltas"! É isso mesmo... pasmem! Fiquei sabendo que havia sido excluído da "igreja" por motivo de faltas, através de uma matéria no jornal O GLOBO. Porém eu sabia que o motivo era outro: O fato de visitar, naquela época, um dos maiores traficantes do Rio de Janeiro nas penitenciarias de Bangu (essa história você conhecerá na íntegra se ler o livro ABUSADO de Caco Barcellos ou ouvir uma de minhas palestras. Importante não pegar um texto sem contexto para usar de pretexto!). Afinal, O Mestre Jesus havia dito que deveríamos visitar os presos e ajudar os necessitados... E foi isso que fiz, morando inclusive mais de uma década nas favelas do Rio para ajudar e melhor entender essa realidade!

Uma das coisas que mais tinha dificuldade quando morava e trabalhava com os evangélicos nas favelas do Rio era o fato dos evangélicos não quererem se "misturar" com outras religiões para trabalharem em prol das comunidades. Eu pensava: se temos aqui uma necessidade e temos quem queira ajudar, porque não juntar forças? Foi nessa época que comecei a notar a importância de manter minha FÉ, porém não me manter dentro de um "status quo", mesmo que isso custasse meu apedrejamento pelos ditos "religiosos".

Todos os religiosos, desde a época de Jesus, sempre foram categóricos ao taxarem os que se afastavam daquilo que era pregado por esses mesmos reliosos. Foi exatamente por isso que os religiosos daquela época tramaram para que O Mestre fosse crucificado! Assim mesmo os religiosos de hoje continuam querendo "enquadrar" todos os que estão fora dos seus domínios, que fogem do "status quo".

Sou Cristão! Assim me apresento em todos os lugares que vou... Não sou institucionalizado... Estou No Caminho, onde o mestre andou. A Eclésia ou assembléia deve ser de acordo com O Mestre, o encontro de dois ou mais no nome D'Ele. A Igreja não cabe em prédios construídos por mãos humanas! Porém, acredito ser de suma importância que os do Caminho se encontrem... Comigo tem sido assim. Encontro todos os dias irmãos que se dizem excluídos, até conversarmos e dizer que não! Jesus não excluiu ninguém! O evangelho de Jesus não é excludente, antes é inclusivo!

Espero que muitos que estão lendo esse blog possam se incluir, sabendo que o que falamos é de Graça, que significa favor imerecido... Eu não mereço, mas tenho! Não sou bonzinho deliberadamente. O ser humano não é! Porém podemos nos melhorar e liberar a mesma Graça que temos recebido aos que ainda não a conhecem.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Não deu na GRANDE mídia...

HISTÓRIA DO MOVIMENTO COMUNITÁRIO SERÁ CONTADA EM LIVRO
Ainda sem titulo e sem editora, Isis Cardoso, que trabalha há pelo menos duas décadas em movimentos comunitários nas favelas do Rio de Janeiro, promete lançar ainda esse ano o livro que contará histórias que aconteceram durante a década de noventa. Nesse período, importantes e polêmicos grupos surgiram como o MOVIMENTO FAVELANIA e o MPF - MOVIMENTO POPULAR DE FAVELAS. A autora, atual diretora da FAFERJ - Federação de Favelas do Estado do Rio de Janeiro, está pedindo ao Dr. Nilo Batista para fazer o prefácio do livro.

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