
terça-feira, 27 de abril de 2010
HOJE É DIA DE RATOS DI VERSOS NA LAPA
Depois dos RATOS DI VERSOS terem participado do Viradão Carioca. O grupo se reune para outra pajelança. Hoje é a terça-sim dos RATOS DI VERSOS no Balaio Cultural, a toca na Lapa que acolheu os poetas e que o grupo escolheu para firmar o quinzenal terça-sim/terça-não.
ONDE? Rua dos Inválidos 204 Lapa (Balaio Cultural, próximo ao Democráticos)
QUANDO? Hoje, terça-feira, dia 27/04/10
QUE HORAS? A partir das 20hs
QUANDO? Hoje, terça-feira, dia 27/04/10
QUE HORAS? A partir das 20hs
segunda-feira, 26 de abril de 2010
UM DIA COM MUITAS EMOÇÕES
Ontem foi um dia inesquecível! Comecei o dia muito bem, afinal a felicidade é uma constante quando se ama alguém e esse Amor é recíproco. Começar a falar do dia que se chama ontem, sem falar no Amor que me move é impossível...
Acordei bem cedo, pois tinha um café da manhã de pessoas da cultura de nossa cidade e a pré-candidata à presidência, Dilma Rousseff. O café foi em um hotel em Ipanema e lá estavam pessoas conhecidas, tais como: Morgana, do PT; Joaquim Ferreira dos Santos, do jornal O GLOBO; Léo Borges, também do PT; Lindberg Farias, candidato ao Senado e outras que não eram minhas conhecidas mas conhecidas para a sociedade, como o chargista Aroeira, Hugo Carvana, Wagner Tizo, etc.
Quando Dilma chegou, fez questão de cumprimentar todos pessoalmente. Ela é muito simpática! Quando veio falar comigo, dei de presente para ela uma camisa da ANF e exemplares do jornal A VOZ DA FAVELA. Ela olhou para o jornal e disse:"A VOZ DA FAVELA? Que interessante!" Eu falei: "Vamos conversar!" Logo depois ela falou sobre cultura e várias outras pessoas também puderam se manifestar.
Saímos de lá, eu e Anderson Pomar, meu companheiro do partido LIVRE e fomos para a Portela, onde ela também estaria, em uma convenção do PT. Conversamos com Carlos Minc, Luiz Sérgio, Jorge Bittar, todos figuras conhecidas dentro da política do Rio de Janeiro. O LIVRE esteve em brasília em um conversa com o presidente nacional do PT, pois o apoio à Dilma é um caminho natural para nosso partido que não pode apoiar Marina, pois grande parte de nossos fundadores saíram do PV. Também não pode apoiar o Serra, por motivos óbvios!
Foi um dia emocionante e especial, pois várias portas se abriram para o LIVRE e para a Agência de Notícias das favelas...
Ao sair de lá, fui para a casa de minha namorada, pessoa que eu amo muito, apesar do pouco tempo que estamos juntos. Amo porque amo a Verdade e nosso relacionamento é baseado nisso! Tentei contar para ela tantas emoções que vivi, não consegui...Ainda bem que posso escrever, assim talvez ela entenda minha euforia de ontem!
Portas que se fecham, são como portas que se abrem, se abertas ou fechadas por Deus...se Ele fecha, ninguém abre, se Ele abre, ninguém fecha!
Acordei bem cedo, pois tinha um café da manhã de pessoas da cultura de nossa cidade e a pré-candidata à presidência, Dilma Rousseff. O café foi em um hotel em Ipanema e lá estavam pessoas conhecidas, tais como: Morgana, do PT; Joaquim Ferreira dos Santos, do jornal O GLOBO; Léo Borges, também do PT; Lindberg Farias, candidato ao Senado e outras que não eram minhas conhecidas mas conhecidas para a sociedade, como o chargista Aroeira, Hugo Carvana, Wagner Tizo, etc.
Quando Dilma chegou, fez questão de cumprimentar todos pessoalmente. Ela é muito simpática! Quando veio falar comigo, dei de presente para ela uma camisa da ANF e exemplares do jornal A VOZ DA FAVELA. Ela olhou para o jornal e disse:"A VOZ DA FAVELA? Que interessante!" Eu falei: "Vamos conversar!" Logo depois ela falou sobre cultura e várias outras pessoas também puderam se manifestar.
Saímos de lá, eu e Anderson Pomar, meu companheiro do partido LIVRE e fomos para a Portela, onde ela também estaria, em uma convenção do PT. Conversamos com Carlos Minc, Luiz Sérgio, Jorge Bittar, todos figuras conhecidas dentro da política do Rio de Janeiro. O LIVRE esteve em brasília em um conversa com o presidente nacional do PT, pois o apoio à Dilma é um caminho natural para nosso partido que não pode apoiar Marina, pois grande parte de nossos fundadores saíram do PV. Também não pode apoiar o Serra, por motivos óbvios!
Foi um dia emocionante e especial, pois várias portas se abriram para o LIVRE e para a Agência de Notícias das favelas...
Ao sair de lá, fui para a casa de minha namorada, pessoa que eu amo muito, apesar do pouco tempo que estamos juntos. Amo porque amo a Verdade e nosso relacionamento é baseado nisso! Tentei contar para ela tantas emoções que vivi, não consegui...Ainda bem que posso escrever, assim talvez ela entenda minha euforia de ontem!
Portas que se fecham, são como portas que se abrem, se abertas ou fechadas por Deus...se Ele fecha, ninguém abre, se Ele abre, ninguém fecha!
segunda-feira, 19 de abril de 2010
REMOÇÃO NÃO É A SOLUÇÃO
André Fernandes* As Olimpíadas e a Copa do Mundo que serão realizadas no Rio, já tinham pautado a remoção de 119 comunidades pela prefeitura, que agora com a catástrofe das chuvas que abalaram a Cidade Maravilhosa, subiu para 158. O prefeito está com carta branca para remover e “limpar” a cidade para os mega-eventos que acontecerão em 2014 e 2016, como já era de sua intenção. A remoção de pessoas que estão em áreas declaradamente de risco é importantíssima, uma vez que se tenha um plano que não seja imediatista e para “inglês ver”, já que existe uma grande preocupação, nesse período eleitoral em que vivemos, de maquiar e fazer com que a sociedade esteja do lado do poder público municipal que pretende se perpetuar em outras esferas.
Sair dos gabinetes e buscar estar lado a lado dos que estão sofrendo sem um teto, tendo perdido seus bens, reduzidos a menos que nada, deve fazer com que todos que ocupam uma função dentro das esferas de poder entendam a necessidade de manter esse enorme contingente de desabrigados informados, sabendo o que vai acontecer com suas vidas e de seus familiares. Quem já se imaginou com sua família, tendo perdido casa, morando em um colégio ou uma igreja e ainda sem informação do que vai acontecer? Como essas pessoas que já perderam tudo estão sendo tratadas? Todos que moram em uma comunidade, apesar das dificuldades, têm vínculos familiares, de amizade, sabem como fazer para ir para o trabalho e tem filhos que estudam perto de onde moravam, e agora? Vão para onde? Remover é a solução? Quem sabe revitalizar a comunidade e colocar essa população o mais perto possível?
Nesse momento crítico, entendemos que existe uma necessidade de respostas, porém dizer que serão construídas três mil casas para os desabrigados, em triagem, não parece o mais razoável. Afinal, quem conhece o Rio sabe que esse bairro não tem infra-estrutura sequer para comportar a população que lá reside, que dirá para receber tamanha quantidade de pessoas. Reforço aqui que não sou contra que se retirem as pessoas que estão em áreas em que suas vidas corram perigo, porém quando se fala em remoção, uma palavra que quase se tornou esquecida e que assusta a população da favela, não se pode ser leviano sem apresentar claramente todos os fatos, propor soluções e que essas sejam as melhores para aqueles que estão diretamente envolvidos.
Ampliar o debate para continuar ouvindo a opinião pública e principalmente os mais afetados, no caso os moradores das favelas, que foram os que mais sofreram e tiveram perdas com as chuvas, é de fundamental importância.
*Jornalista – Diretor da ANF – Agência de Notícias das Favelas
FONTE: Jornal O GLOBO - 19 de abril de 2010 - Pág. 06 -
sexta-feira, 9 de abril de 2010
CHANVRE - ROUPAS DE CÂNHAMO - ROUPAS ECOLÓGICAMENTE CORRETAS
(Publicado em 01/04/2007 no DIÁRIO ANDRÉ FERNANDES)
Trazemos com exclusividade uma entrevista com o idealizador da marca CHANVRE. A entrevista foi feita junto com Rogério Lahan. Após a entrevista Marcos de Lamare mudou-se para São Paulo para expandir a marca, e acaba de lançar o site da CHANVRE.
Marcos de Lamare, idealizador da CHANVRE tem 27 anos, é advogado e natural de Andradina, São Paulo. A loja existe há quatro anos, no DEVILLE (Hotel de Maringá-PR).
André Fernandes - Porque a escolha do cânhamo? Marcos - A princípio tínhamos a intenção de abrir uma loja de roupas, mas como Maringá é um local forte como pólo de confecções, nós tivemos a idéia de trazer algum produto diferente do que já se tem no mercado, daí surgiu a idéia do cânhamo. No comércio internacional ele é conhecido, tem bastante circulação, mas no Brasil não é tão conhecido, e não se tem acesso porque até então não se tinha ninguém que trabalhasse com isso. Nós tivemos essa idéia. AF - Você conhece o histórico do cânhamo no Brasil e no mundo? Marcos - Sim, no mundo surgiu na Ásia, quatro mil anos antes de Cristo. Os chineses começaram utilizar o cânhamo para fazer roupas. Diz a lenda que um imperador chinês, para evitar o massacre de animais, determinou que as roupas fossem feitas de cânhamo. Acredito que a idéia do ecologicamente correto tenha surgido daí. De lá pra cá o cânhamo teve um grande crescimento. Na época das grandes navegações ele era um dos principais tecidos e material utilizado pra fibra que se conhecia na época. Teve até a questão do embargo econômico que a Inglaterra fez para o fornecimento de cânhamo para as tropas de Napoleão. Mais pra frente, quando teve o surgimento do nylon nos EUA, dizem também que houve um movimento de boicote ao cânhamo. Porque como o cânhamo tem uma durabilidade maior para os empresários do nylon e do algodão, seria interessante acabar com o ele. Nessa época foi aprovada uma lei no congresso dos EUA proibindo a plantação do cânhamo. Foi quando o cânhamo teve uma grande queda no mundo. Recentemente os cientistas descobriram uma enzima que tornou o cânhamo mais confortável, e isso fez ressurgir o cânhamo em termos de mundo... AF - Porque trocar o algodão pelo canhâmo? Marcos - Basicamente pela questão do cânhamo ser um produto ecologicamente correto, pois não utiliza agrotóxico nem herbicida em sua produção, em razão dele ser extraído do caule da cannabis. As pragas normalmente atacam as folhas , então o cânhamo não tem esse problema de praga. E a fibra do cânhamo é produzido bem antes que a fibra da árvore( no caso do papel). Em seis meses o cânhamo já pode ser colhido, enquanto que as árvores cinco anos. A questão do desmatamento também é importante, pois utilizando a fibra do cânhamo para papel você evita desmatar florestas. Além da questão da ecologia de evitar poluir o solo e o lençol freático, e a água que nós bebemos. Outra questão forte é que o cânhamo dura 3 vezes mais que o algodão. AF - Então suas camisas vão durar três vezes mais que as camisas de algodão? Marcos - É isso! AF - Sua loja é única no Brasil? Existem outras marcas que trabalham com cânhamo?
Marcos - Não conheço, desconheço concorrentes no mercado. Realmente não conheço. Existem lojas que trabalham, que eventualmente importam um calçado de cânhamo, um boné de cânhamo, mas digo que nós somos únicos pois investimos desde o principio no cânhamo. AF - Há algum motivo para os clientes da CHANVRE temerem a criminalização por estarem usando uma marca com a folha da cannabis? Marcos - Na verdade tentamos evitar o uso da imagem da folha nos produtos por existir um preconceito que a folha representa o uso da maconha. No caso nós usamos a idéia do ecologicamente correto como propaganda do nosso produto, e se eventualmente a gente precisar usar a folha da cannabis, isso não representa que estejamos fazendo apologia a maconha, simplesmente como nosso produto vem da cannabis, é até uma maneira de divulgar que a cannabis sativa produz algum produto que não seja a droga, produz um tecido que não tem nada haver, ninguém vai usar nossos produtos para se entorpecer, até porque nosso produto não contem THC (princípio psicoativo da cannabis). Então se na idéia de alguma estampa, alguma logo, a gente usar a folha isso não representa que estamos fazendo apologia à maconha, isso significa que o produto é feito da cannabis, que isso é uma coisa boa tanto para o meio ambiente, como para a pessoa que utiliza, pois o produto dela vai durar bem mais. Rogério Lahan - De que forma a marca coloca esse conceito? Marcos - Uma medida concreta foi a substituição da camurça pelo cânhamo, pois como trabalharíamos com um produto ecologicamente correto trabalhando com camurça? E também nas estampas procuramos trazer mensagens favoráveis ao meio ambiente. Fizemos uma mensagem que os EUA se negaram a assinar o protocolo de KIOTO, e mostramos nessa estampa que um hectare de cânhamo produz a mesma quantidade de papel que cinco hectares de floresta. E os produtos são um veículo de divulgação dessas idéias. AF - Como são feitas as roupas, e qual o processo até a chegada ao consumidor? Marcos - O cânhamo não é produzido no Brasil, pois na nossa legislação, não permite que trabalhemos com produtos que causem dependência química. Eu acho isso, uma posição equivocada porque o cânhamo industrial não causa dependência química ou psíquica porque não é uma droga. Então legalmente, se questionássemos isso na justiça, nós poderiamos até ganhar e plantar o cânhamo. Só que eu até entendo uma dificuldade por parte do governo, porque se fosse liberado isso, a nossa polícia não teria possibilidade de fiscalizar as propriedades agrícolas para fiscalizar o que é cânhamo e o que é maconha. Então de repente poderia haver um desvio de finalidade por parte dos plantadores, assim ia ficar difícil para o governo fiscalizar. O cânhamo que é utilizado para fins industriais não possui THC, por isso eu acho que poderia ser plantado no Brasil que isso não causaria conflitos com nossa legislação de entorpecentes. Em todo caso, não se produz no Brasil então nós importamos o tecido pronto, e daqui nós tercearizamos nossa produção, nas várias etapas. Tem as empresas que cortam, que costuram, as que fazem estampa, aí nós oferecemos o produto acabado para o consumidor. Até agora aqui na CHANVRE nós trabalhamos no varejo, e a partir de 2007 pretendemos começar a venda na internet, e tentar também com o atacado, mas isso gradualmente. AF - Qual a perspectiva para o próximo ano? Marcos - Nós estamos nos transferindo para São Paulo. Pretendemos continuar a fazer a importação do material, só que ao invés de vender em um ponto específico aqui em Maringá no varejo, ofereceremos para quem quiser adquirir pela internet, com vendas pelo nosso site. Vamos divulgar nosso site, e tentar colocar a CHANVRE em desfiles em São Paulo para que a sociedade conheça o produto. E daí partir para a venda no atacado mesmo. AF - Qual o seu sonho para a CHANVRE? Marcos - O mais próximo é colocar um site no ar que eu possa atender a demanda para todo o Brasil. Depois disso quero fornecer no atacado para lojas que tenham público alvo parecido com o nosso. E mais pra frente, como objetivo final, conseguir importar o tecido, confeccionar aqui, e distribuir para fora, fazer exportação. Meu objetivo final é partir para o mercado externo. AF - Outros países já adotaram o cânhamo de uma maneira mais expressiva? Marcos - Hungria é um dos maiores produtores do mundo. Os EUA, apesar de não produzirem, são os maiores comerciantes do mundo. A China tem um comércio muito grande, bem como toda a Ásia. AF - Como os leitores podem comprar os produtos da CHANVRE? Marcos - Na internet.
www.chanvre.com.br
Comunidade da CHANVRE no ORKUT
Trazemos com exclusividade uma entrevista com o idealizador da marca CHANVRE. A entrevista foi feita junto com Rogério Lahan. Após a entrevista Marcos de Lamare mudou-se para São Paulo para expandir a marca, e acaba de lançar o site da CHANVRE.
Marcos de Lamare, idealizador da CHANVRE tem 27 anos, é advogado e natural de Andradina, São Paulo. A loja existe há quatro anos, no DEVILLE (Hotel de Maringá-PR).
André Fernandes - Porque a escolha do cânhamo? Marcos - A princípio tínhamos a intenção de abrir uma loja de roupas, mas como Maringá é um local forte como pólo de confecções, nós tivemos a idéia de trazer algum produto diferente do que já se tem no mercado, daí surgiu a idéia do cânhamo. No comércio internacional ele é conhecido, tem bastante circulação, mas no Brasil não é tão conhecido, e não se tem acesso porque até então não se tinha ninguém que trabalhasse com isso. Nós tivemos essa idéia. AF - Você conhece o histórico do cânhamo no Brasil e no mundo? Marcos - Sim, no mundo surgiu na Ásia, quatro mil anos antes de Cristo. Os chineses começaram utilizar o cânhamo para fazer roupas. Diz a lenda que um imperador chinês, para evitar o massacre de animais, determinou que as roupas fossem feitas de cânhamo. Acredito que a idéia do ecologicamente correto tenha surgido daí. De lá pra cá o cânhamo teve um grande crescimento. Na época das grandes navegações ele era um dos principais tecidos e material utilizado pra fibra que se conhecia na época. Teve até a questão do embargo econômico que a Inglaterra fez para o fornecimento de cânhamo para as tropas de Napoleão. Mais pra frente, quando teve o surgimento do nylon nos EUA, dizem também que houve um movimento de boicote ao cânhamo. Porque como o cânhamo tem uma durabilidade maior para os empresários do nylon e do algodão, seria interessante acabar com o ele. Nessa época foi aprovada uma lei no congresso dos EUA proibindo a plantação do cânhamo. Foi quando o cânhamo teve uma grande queda no mundo. Recentemente os cientistas descobriram uma enzima que tornou o cânhamo mais confortável, e isso fez ressurgir o cânhamo em termos de mundo... AF - Porque trocar o algodão pelo canhâmo? Marcos - Basicamente pela questão do cânhamo ser um produto ecologicamente correto, pois não utiliza agrotóxico nem herbicida em sua produção, em razão dele ser extraído do caule da cannabis. As pragas normalmente atacam as folhas , então o cânhamo não tem esse problema de praga. E a fibra do cânhamo é produzido bem antes que a fibra da árvore( no caso do papel). Em seis meses o cânhamo já pode ser colhido, enquanto que as árvores cinco anos. A questão do desmatamento também é importante, pois utilizando a fibra do cânhamo para papel você evita desmatar florestas. Além da questão da ecologia de evitar poluir o solo e o lençol freático, e a água que nós bebemos. Outra questão forte é que o cânhamo dura 3 vezes mais que o algodão. AF - Então suas camisas vão durar três vezes mais que as camisas de algodão? Marcos - É isso! AF - Sua loja é única no Brasil? Existem outras marcas que trabalham com cânhamo?
Marcos - Não conheço, desconheço concorrentes no mercado. Realmente não conheço. Existem lojas que trabalham, que eventualmente importam um calçado de cânhamo, um boné de cânhamo, mas digo que nós somos únicos pois investimos desde o principio no cânhamo. AF - Há algum motivo para os clientes da CHANVRE temerem a criminalização por estarem usando uma marca com a folha da cannabis? Marcos - Na verdade tentamos evitar o uso da imagem da folha nos produtos por existir um preconceito que a folha representa o uso da maconha. No caso nós usamos a idéia do ecologicamente correto como propaganda do nosso produto, e se eventualmente a gente precisar usar a folha da cannabis, isso não representa que estejamos fazendo apologia a maconha, simplesmente como nosso produto vem da cannabis, é até uma maneira de divulgar que a cannabis sativa produz algum produto que não seja a droga, produz um tecido que não tem nada haver, ninguém vai usar nossos produtos para se entorpecer, até porque nosso produto não contem THC (princípio psicoativo da cannabis). Então se na idéia de alguma estampa, alguma logo, a gente usar a folha isso não representa que estamos fazendo apologia à maconha, isso significa que o produto é feito da cannabis, que isso é uma coisa boa tanto para o meio ambiente, como para a pessoa que utiliza, pois o produto dela vai durar bem mais. Rogério Lahan - De que forma a marca coloca esse conceito? Marcos - Uma medida concreta foi a substituição da camurça pelo cânhamo, pois como trabalharíamos com um produto ecologicamente correto trabalhando com camurça? E também nas estampas procuramos trazer mensagens favoráveis ao meio ambiente. Fizemos uma mensagem que os EUA se negaram a assinar o protocolo de KIOTO, e mostramos nessa estampa que um hectare de cânhamo produz a mesma quantidade de papel que cinco hectares de floresta. E os produtos são um veículo de divulgação dessas idéias. AF - Como são feitas as roupas, e qual o processo até a chegada ao consumidor? Marcos - O cânhamo não é produzido no Brasil, pois na nossa legislação, não permite que trabalhemos com produtos que causem dependência química. Eu acho isso, uma posição equivocada porque o cânhamo industrial não causa dependência química ou psíquica porque não é uma droga. Então legalmente, se questionássemos isso na justiça, nós poderiamos até ganhar e plantar o cânhamo. Só que eu até entendo uma dificuldade por parte do governo, porque se fosse liberado isso, a nossa polícia não teria possibilidade de fiscalizar as propriedades agrícolas para fiscalizar o que é cânhamo e o que é maconha. Então de repente poderia haver um desvio de finalidade por parte dos plantadores, assim ia ficar difícil para o governo fiscalizar. O cânhamo que é utilizado para fins industriais não possui THC, por isso eu acho que poderia ser plantado no Brasil que isso não causaria conflitos com nossa legislação de entorpecentes. Em todo caso, não se produz no Brasil então nós importamos o tecido pronto, e daqui nós tercearizamos nossa produção, nas várias etapas. Tem as empresas que cortam, que costuram, as que fazem estampa, aí nós oferecemos o produto acabado para o consumidor. Até agora aqui na CHANVRE nós trabalhamos no varejo, e a partir de 2007 pretendemos começar a venda na internet, e tentar também com o atacado, mas isso gradualmente. AF - Qual a perspectiva para o próximo ano? Marcos - Nós estamos nos transferindo para São Paulo. Pretendemos continuar a fazer a importação do material, só que ao invés de vender em um ponto específico aqui em Maringá no varejo, ofereceremos para quem quiser adquirir pela internet, com vendas pelo nosso site. Vamos divulgar nosso site, e tentar colocar a CHANVRE em desfiles em São Paulo para que a sociedade conheça o produto. E daí partir para a venda no atacado mesmo. AF - Qual o seu sonho para a CHANVRE? Marcos - O mais próximo é colocar um site no ar que eu possa atender a demanda para todo o Brasil. Depois disso quero fornecer no atacado para lojas que tenham público alvo parecido com o nosso. E mais pra frente, como objetivo final, conseguir importar o tecido, confeccionar aqui, e distribuir para fora, fazer exportação. Meu objetivo final é partir para o mercado externo. AF - Outros países já adotaram o cânhamo de uma maneira mais expressiva? Marcos - Hungria é um dos maiores produtores do mundo. Os EUA, apesar de não produzirem, são os maiores comerciantes do mundo. A China tem um comércio muito grande, bem como toda a Ásia. AF - Como os leitores podem comprar os produtos da CHANVRE? Marcos - Na internet.
www.chanvre.com.br
Comunidade da CHANVRE no ORKUT
sexta-feira, 19 de março de 2010
MISSIONÁRIO KEVIN VARGAS - O COMEÇO
Kevin Vargas era Fuzileiro Naval, mas apesar da impressão de durão que causava por pertencer à tropa de elite do país, não parava de sentir uma grande inconformidade ao ver crianças nas ruas e tanta pobreza que o cercava. Não conseguia ficar alienado. Chegava em sua casa, um apartamento em Vila Isabel comprado por seu avô, onde morava com sua mãe e irmã mais velha, tirava a farda, e não conseguia fazer mais nada, a não ser voltar às ruas para estar perto desses menos favorecidos. Foi nessa época que conheceu na igreja ao qual pertencia, a organização Cristã JOCUM – Jovens Com Uma Missão. Durante um período, os estudantes que estavam ingressando na organização, além de estudarem em tempo integral, durante três meses, tinham que realizar um período prático de dois meses em alguma missão, que no caso dessa equipe era na igreja de Kevin. Ao entrar em um culto, já atrasado, que estava sendo realizado com a presença dos missionários, Kevin achou estranho aqueles missionários que oravam de olhos abertos, diferente dos costumes daquela igreja Batista. Ficou curioso e logo se aproximou dos missionários, conhecendo cada um deles, suas histórias e seus problemas, seus sonhos e missões. Foi assim que Kevin Vargas conheceu a JOCUM, a instituição pela qual seu coração bateu mais forte, motivo pelo qual resolveu abandonar o CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS. Kevin não conseguia se imaginar como funcionário público durante os próximos vinte e sete anos de sua vida, já que havia estado ali por dois anos, seis meses, e quatorze dias. Ele precisava fazer mais. Contrariando a vontade de sua mãe, e apoiado por seu avô materno, que disse: “Meu neto, você ingressou na Marinha por seus méritos, então você deve fazer aquilo que acredita!” Era o que ele precisava para doar todos os seus livros, sua maior paixão desde cedo. E assim Kevin iniciou sua carreira de missionário nas favelas do Rio, após sua formação e saída da carreira militar, que o capacitaria para manter-se com a disciplina necessária para alcançar os objetivos de suas missões.
terça-feira, 2 de março de 2010
O PODER DA PALAVRA DA VERDADE
"Quando você usa a palavra, você tem que ter coerência na vida para que a palavra não seja apenas palavra e nunca se transforme em algo real! A palavra tem poder...ela pode trazer a vida, trazer a existência, aquilo que não existe. Se não fosse assim, as palavras de Jesus não teriam nos alcançado mais de dois mil anos depois..."
(André Fernandes)
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