terça-feira, 1 de maio de 2007

MISSIONÁRIO KEVIN VARGAS - O COMEÇO

Kevin Vargas era Fuzileiro Naval, mas apesar da impressão de durão que causava por pertencer à tropa de elite do país, não parava de sentir uma grande inconformidade ao ver crianças nas ruas, e tanta pobreza que o cercava. Não conseguia ficar alienado. Chegava em sua casa, um apartamento em Vila Isabel comprado por seu avô, onde morava com sua mãe e irmã mais velha, tirava a farda, e não conseguia fazer mais nada, a não ser voltar às ruas para estar perto desses menos favorecidos. Foi nessa época que conheceu na igreja ao qual pertencia, a organização Cristã JOCUM – Jovens Com Uma Missão. Durante um período, os estudantes que estavam ingressando na organização, além de estudarem em tempo integral, durante três meses, tinham que realizar um período prático de dois meses em alguma missão, que no caso dessa equipe era na igreja de Kevin. Ao entrar em um culto, já atrasado, que estava sendo realizado com a presença dos missionários, Kevin achou estranho aqueles missionários que oravam de olhos abertos, diferente dos costumes daquela igreja Batista. Ficou curioso e logo se aproximou dos missionários, conhecendo cada um deles, suas histórias e seus problemas, seus sonhos e missões. Foi assim que Kevin Vargas conheceu a JOCUM, a instituição pela qual seu coração bateu mais forte, motivo pelo qual resolveu abandonar o CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS. Kevin não conseguia se imaginar como funcionário público durante os próximos vinte e sete anos de sua vida, já que havia estado ali por dois anos, seis meses, e quatorze dias. Ele precisava fazer mais. Contrariando a vontade de sua mãe, e apoiado por seu avô materno, que disse: “Meu neto, você ingressou na Marinha por seus méritos, então você deve fazer aquilo que acredita!” Era o que ele precisava para doar todos os seus livros, sua maior paixão desde cedo. E assim Kevin iniciou sua carreira de missionário nas favelas do Rio, após sua formação e saída da carreira militar, que o capacitaria para manter-se com a disciplina necessária para alcançar os objetivos de suas missões.

2 comentários:

Murilo disse...

A verdade é que não dá pra ser feliz fora da nossa vocação. Parabéns por ter coragem de assumir a sua, porque muitas vezes é o que falta para muitos.

Alessandra disse...

São muitas atitudes que me impressionam no missionário Kevin Vargas. Mas essa inquietação e inconformidade com o mundo são fascinantes. Além da capacidade de se doar ao próximo, que muitas vezes parece ser surreal. Pessoas como o missionário Kevin são um exemplo para todos nós, e conhecer o seu trabalho nos relatos deste blog será uma oportunidade ímpar.
Alessandra Santiago

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