segunda-feira, 18 de junho de 2007

1994 – Campanha RIO DESARME-SE!


Foto tirada pelo fotógrafo Aldridge Neto que trabalhou comigo nas favelas do Rio. Essa aqui foi tirada em Vigário Geral.

Em setembro de 1994, participei do I Congresso de Missões Urbanas, organizado pela JOCUM de Lima/Peru. Em seguida, um Congresso da VINDE me levou a conhecer pessoalmente o Pastor Caio Fábio, cuja força e vigor me marcaram profundamente. Como repercussão das ações sociais de espírito cristão que começaram a ser desenvolvidas desde então, vi pela primeira vez meu nome estampado nos jornais, associado ao trabalho no Morro Santa Marta, cuja visibilidade começou a se fazer notar pela imprensa. Com apenas 23 anos eu já começava a perceber a dimensão do trabalho a que me dispunha e que já se estendem por mais de quinze anos. [1]


Ao ser reconhecido nas matérias jornalísticas, com destaque para o trabalho desenvolvido no Morro Santa Marta, fui convidado pelo Pastor Caio Fábio para coordenar a campanha RIO DESARME-SE, minha primeira grande experiência de trabalho social, de forte repercussão midiática. A primeira ação do RIO DESARME-SE representou a presença da sociedade civil em diferentes favelas, com visitas que ofereciam a troca de armas de brinquedo por outros brinquedos fora do referencial de violência culturalmente arraigado. Durante a campanha, quatro mil armas de brinquedo foram recolhidas em visitas a pelo menos 40 favelas cariocas, além da campanha de distribuição de adesivos com os dizeres RIO DESARME-SE. [2]


[1] UCHOA, Marco. Religião une mundos de crime e trabalho. O Estado de São Paulo, quarta-feira, 2 de novembro de 1994. p. C4.
[2] FREITAS, Itamar. Movimento pela vida volta à rua (...). O Povo, quinta-feira, 1 de novembro de 1995,
p. 19.

Um comentário:

priscila disse...

de esta época,
guardo com carinho a visita a Rocinha junto o o humorista Déde Santana. Foi incrivel, ele e a nossa equipe de filmagem na frente euma multitude atráz... uauuuuuuu
Lembro que tivemos que subir na lage da igreja, porque nao cabia ninguém mas dentro e as pessoas contiuavam entrando. Por questao de segurança das crianças, para nao serem pisoteadas... subimos na lage.... foi total.....
bjs

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